[Artigo] Elaboração de um plano de segurança do paciente

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Lucas Garcia

22/08/2018

No manual do Ministério da Saúde, o plano de segurança do paciente deve ser um documento que levanta as situações de risco e descreve as ações para prevenção e controle do risco, importante ressaltar que deverá em todas as fases da assistência ao paciente. A elaboração do plano deverá ser feita pela equipe multidisciplinar juntamente com a gerência de risco ligada ao núcleo de segurança do paciente.

A implantação do plano deve reduzir a probabilidade na ocorrência dos eventos adversos. O plano deverá ser focado na melhoria continua dos processos assistenciais, na disseminação da cultura de segurança e integração entre as áreas relacionadas ao processo de assistência á saúde, com isso garantindo as boas práticas no funcionamento do serviço de saúde.

A criação do plano é, segundo a RDC 23/13, obrigatória. Nesse documento serão estabelecidas ações para promover a segurança e a qualidade dos processos de trabalho nos serviços de saúde. As estratégias devem ser descritas até nível operacional com um cronograma de implantação com os responsáveis identificados.

Para estabelecer o plano de segurança do paciente é necessário estabelecer ações e estratégias para a gestão de risco. No plano deverão constar os seguintes tópicos da instituição1:

– Identificação, análise, avaliação e monitoramentos dos riscos na instituição.

– Integrar os diferentes processos da gestão de risco.

– Implementar os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde como: Identificação do paciente; Cirurgia segura; Comunicação efetiva; Higienização das mãos; Segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos; Segurança na prescrição, uso e administração de sangue e hemocomponentes; Segurança no uso de equipamentos e materiais; Manter registro adequado do uso de órteses e próteses quando esse procedimento for realizado; Prevenção de quedas dos pacientes; Prevenção de UPP; Prevenção e controle de eventos adversos em serviços de saúde, incluindo as infecções relacionadas à assistência à saúde; Segurança nas terapias nutricionais enteral e parenteral.

 

Referências

1) Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA. Implantação do Núcleo de Segurança do Paciente em Serviços de Saúde. Série Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de Saúde. Brasília; 2013.

2) World Health Organization. The conceptual framework for the international classification for patient safety: technical report. WHO; 2009.

3) Travassos C, Caldas B. Qualidade do cuidado em saúde e segurança do paciente: histórico e conceitos. In: ANVISA. Assistência segura: uma reflexão teórica aplicada à prática. Série Segurança do paciente e qualidade em serviços de saúde. Brasília; 2013.

4) Ministério da Saúde. Resolução – RDC n. 36, de 25 de julho de 2013. Diário Oficial da União, 2013.

5) Ministério da Saúde. Portaria n. 529, de 1º abril de 2013. Diário Oficial da União, 2013.

6) Coren-SP/Rebraensp/SP. Conselho Regional de Enfermagem do Estado de São Paulo. Rede Brasileira de Enfermagem e Segurança do Paciente. Erros de medicação: definições e estratégias de prevenção. São Paulo, 2011.

7) Institute of medicine [IOM]. Committee on Quality of Health Care in America. Crossing the quality chasm: a new health system for the 21st Century. Washington, DC: National academy Press, 2001.

8) Word Alliance for patient safety. Implementation manual WHO surgical safety checklist. Safe surgery saves lives. 1st ed, 2008.

9) BRASIL. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA – ANVISA. Assistência Segura: Uma Reflexão Teórica Aplicada à Prática. Série Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de Saúde. Brasília, 2013.

10) Organização Pan-Americana de Saúde, Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Manual Cirurgias Seguras Salvam Vidas. Brasília, 2010.

11) Wachter RM. Understanding patient safety. 2nd ed. New York: McGraw-Hill; 2012.

12) Institute for Healthcare Improvement [IHI]. How-to guide: prevent adverse drug events by implementing medication reconciliation. Cambridge, MA: Institute for Healthcare Improvement; 2011.

13) Siqueira ILCP, Kurcgant P. Passagem de plantão: falando de paradigmas e estratégias Acta Paul Enferm 2005.

14) Institute of Medicine [IOM]. To err is human: building a safer heath system. Washington, DC: National Academic Press; 2000.

15) Brennan Ta, Leape LL, Laird Nm, Hebert L, Localio R, Lawthers aG et al. Incidence of adverse events and negligence in hospitalized patients – results of the Harvard medical Practice Study I. N Engl J med. 1991;324(6):370-77.

16) Oliveira C. Infecção hospitalar, epidemiologia, prevenção e controle. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2005.
17) Ministério da Saúde. Portaria n. 2.616, de 12 de maio de 1998. Diário Oficial da União, 1998.

18) Instituto para as Praticas Seguras no Uso dos Medicamentos. Nomes de medicamentos com grafias ou som semelhantes. Boletim ISMP Brasil 2014.

19) BRASIL. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA – ANVISA.Higienização das Mãos em Serviços de Saúde. Brasília, 2007. Disponível em:<http://www.anvisa.gov.br/hotsite/higienizacao_maos/index.htm>. Acesso em: 21mar. 2013

20) Avelar AFM. Soluções para segurança do paciente. In: Pedreira MLG, Harada MJCS, organizadores. Enfermagem dia a dia: segurança do paciente. São Paulo: Yendis Editora; 2009.