Support & Downloads

Quisque actraqum nunc no dolor sit ametaugue dolor. Lorem ipsum dolor sit amet, consyect etur adipiscing elit.

s f

Contact Info
198 West 21th Street, Suite 721
New York, NY 10010
youremail@yourdomain.com
+88 (0) 101 0000 000
Follow Us

Material Educativo

[Depoimento] Rubens Costa comenta sua experiência com o sistema Epimed Monitor

Desde 2009, o CTI do Hospital Pró Cardíaco utiliza o sistema Epimed Monitor®, que apresenta-se, em 2019, como uma das maiores bases de dados estruturada e qualificada do mundo, em especial no campo da gestão da terapia intensiva adulta, pediátrica e das unidades cardiológicas, com mais de 2 milhões de pacientes. A base de dados da Australian and New Zealand Intensive Care Society (ANZICS) tem entre 1 e 1,5 milhão de pacientes. A base de dados do Intensive Care National Audit Research Center (ICNARC) começou a existir em 1996 gerando enorme número de estudos e compartilhamento de informações, para melhoria das UTIs do Reino Unido. A base holandesa Netherlands Intensive Care Evaluation – NICE possui menos de 100 mil pacientes. Estes são alguns exemplos que destacam a base de dados brasileira Epimed como uma das mais importantes do planeta, inclusive por seu lastro de crescimento em um país de dimensão continental e em apenas uma década.

Certamente, os fundadores da Epimed vêm cumprindo essa nobre missão desde 2008 com excelência e rigor, ao focar na melhoria assistencial e organizacional das UTIs do país e, mais recentemente, da a Europa e América Latina,  além de gerar um manancial de publicações de qualidade, elevando nosso patamar no mundo científico da terapia intensiva.

A gestão de informações clínicas e epidemiológicas na complexidade das terapias intensivas sempre foi um desafio. No entanto, se corretamente descritas e avaliadas de modo consensual, nos traz um enorme presente, como, por exemplo, grandes oportunidades para influenciar o aumento da eficiência médica e financeira dos hospitais. Adicionalmente, a beleza desse sistema de dados é que, quando expostos, são apresentados em uma elegante conjugação de 4 fundamentais elementos:

1- Capacidade de nos comparar de forma ética (benchmarking) com centenas de UTIs

2- Informa e verifica nossas adesões às melhores práticas assistenciais e melhores evidências

3- Expõe com clareza os indicadores de qualidade a serem avaliados, em um dinamismo sempre atualizado às demandas de agências reguladoras

4- Armazena uma colossal quantidade de dados em nuvem, mas também os extrai com velocidade, dando valor aos resultados, com veracidade (Big Data = Valor, Volume, Velocidade, Variedade e Veracidade)

Imagem extraída de – https://www.xenonstack.com/blog/streaming-integration-solution-platform

Outro aspecto interessante é que o sistema Epimed Monitor® vem se modificando, aperfeiçoando, e inovando no mundo, não só na forma de apresentar seu conteúdo, mas também tornando-se mais amigável aos usuários. Tudo isso fruto de uma visão de diálogo existente entre seus criadores.

Imagem extraída de – https://txssc.txstate.edu/tools/hq-eop-toolkit/2-process/establishing

O benchmarking tornou-se uma ferramenta valiosa e muito útil, veloz e transparente, ao tangibilizar dados de suma importância, sobretudo porque são comparados, elegantemente estratificados e categorizados, com centenas de UTIs, qualificadas entre públicas, privadas, acreditadas, ou seja, em critérios comparáveis, ao se basearem no acrônimo SMART (Specific , Measurable, Attainable, Realistic e Timely – Específico, Mensurável, Acessível, Realístico e no Tempo certo). O Epimed Monitor® funciona como uma bússola dinâmica e moderna, capaz de posicionar uma UTI historicamente ou apontar para aonde estamos caminhando com outros hospitais, que nos interessem avaliar.

Para terminar, não poderia deixar de destacar que a riqueza de dados de alta qualidade que o sistema nos proporciona didaticamente, facilita o desenvolvimento de pesquisas científicas de cunho epidemiológicos, clínicos, entre tantos de desempenho em diversos campos do conhecimento, pois há uma crescente necessidade na terapia intensiva de se conhecer certos fenômenos como, por exemplo, os efeitos de hábitos assistenciais, eventos adversos, tipo de infecções, efeitos de abordagens de suporte orgânico diversos e seus impactos sobre desfechos hospitalares e em paralelo com questões sobre o tempo de permanência (LOS) e gravidades, que nutrem o conceito da taxa de utilização de  recursos baseada no tempo de internação, classicamente descrito por Hans Rothen em 2007 (http://dx.doi.org/10.1007/s00134-007-0697-9).

Mas nos perguntamos também se a presença de comorbidades (Charlson), Idade e síndrome da fragilidade poderiam influenciá-los (LOS) por exemplo, o que pode modificar nossa atual visão de gravidade.

Felizmente, com esse sistema, rico em critérios universais, teremos mais chances de conhecer e gerar mais hipóteses e, assim, construir com tirocínio o real significado da palavra gestão, contribuindo com valor para uma medicina moderna e com uma perspectiva ampliada.

Rio de Janeiro, 18 de Março de 2019.

Rubens C. Costa Filho, MD, FCCP. MBA

Coordenador e fundador da Terapia Intensiva do Hospital Pró Cardíaco

Presidente do Instituto Grandes Temas em Medicina e Saúde (IGT)