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Perfil epidemiológico e mortalidade dos pacientes com trauma cranioencefálico admitidos em uma unidade de terapia intensiva do interior da Bahia

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Autores: Mauricio Gomes da Silva Serra1, Eduardo da Silva Oliveira1, Ananda Catharina Azevedo Silva1, Felipe Ferreira Ribeiro de Souza1, Gabriel Silva Rocha1, Letícia Santos de Carvalho1, Mateus Andrade Alvaia1,
Lucio Couto de Oliveira Junior2
1Universidade Estadual de Feira de Santana – Feira de Santana (BA), Brasil; 2Hospital Geral Clériston Andrade – Feira de Santana (BA), Brasil

Objetivo: O objetivo desse estudo foi avaliar perfil epidemiológico de pacientes com diagnóstico principal de trauma cranioencefálico (TCE) admitidos em uma unidade de terapia intensiva (UTI) do interior da Bahia.

Métodos: Trata-se de um estudo epidemiológico e retrospectivo. Os dados foram coletados no período entre junho de 2016 e março de 2017, usando o software EPIMED monitor®, aplicado em uma UTI adulto no interior da Bahia. Foram incluídos os pacientes internados no período, com diagnóstico principal de TCE, totalizando 79 pacientes.

Resultados: A partir dos pacientes analisados, observou-se que 26,92% (n=21) foram abordados de forma conservadora e 73,41% foram encaminhados para a abordagem cirúrgica. Os tratados clinicamente, a média de idade foi de 33 anos, 80,95% (n=17) do sexo masculino; a média de pontos no SAPS3 foi 44,18; a probabilidade de óbito hospitalar média calculada para esses pacientes foi de 13,67%, sendo a taxa de mortalidade na unidade de 23,8% e no hospital 28,57%. Os abordados cirurgicamente, a idade média foi 37,06 anos, 87,94% (n=51) eram homens; tempo médio de permanência na UTI foi de 9,06 dias e no hospital foi de 24,2 dias; a média no SAPS3 foi 42,63; a probabilidade de óbito média foi de 13,16%, sendo a taxa de mortalidade na unidade de 18,96% e no hospital 24,14%.

Conclusão: O perfil do paciente com TCE em nossa UTI é: homem, jovem, permanência prolongada na UTI e hospital com mortalidade elevada.