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Uso de hemoderivados em pacientes politraumatizados: uma análise retrospectiva

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Autores: Ananda Catharina Azevedo Silva1, Eduardo da Silva Oliveira1, Suzane Pereira de Souza1, Felipe Ferreira Ribeiro de Souza1, Gabriel Silva Rocha1, Letícia Santos de Carvalho1, Mateus Andrade Alvaia1, Lucio Couto de Oliveira Junior2

1Universidade Estadual de Feira de Santana – Feira de Santana (BA), Brasil; 2Hospital Geral Clériston Andrade – Feira de Santana (BA), Brasil

Objetivo: O objetivo desse estudo foi avaliar o perfil epidemiológico de politraumatizados, em uma unidade
de terapia intensiva do interior da Bahia que receberam hemoderivados.

Métodos: Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo e retrospectivo. Os dados foram coletados no período
entre junho de 2016 e março de 2017, usando o software EPIMED monitor, aplicado em uma UTI adulto de um
hospital público. A autorização para coleta e uso dos dados secundários foi cedida pela instituição. Foram incluídos
todos os pacientes internados no período, politraumatizados que receberam hemoderivados, totalizando 92 pacientes, independentemente de outros critérios de exclusão.
Resultados: A partir dos 92 pacientes avaliados, observou-se que 81,52% (n=75) eram homens, com média de idade de 37 anos. O tempo médio para admissão na UTI foi de 2,45 dias, a média de permanência de 11,01 dias e o tempo de internamento hospitalar de 32,32 dias. O número médio de bolsas recebidos por esses pacientes foi de 8,89, sendo a média de concentrado de hemácias de 5,2 bolsas, concentrado de plaquetas 1,44, plasma fresco congelado 1,92 e crioprecipitado 0,58 bolsas. Quanto as terapias de suporte, 39,13% dos pacientes receberam vasopressores e 84,78% (n=78) usaram ventilação mecânica no momento da admissão. Em relação aos SAPS 3, a média de pontos foi 15,21. Quanto aos desfechos, 27,17% (n=25) dos pacientes foram a óbito e 72,82% receberam alta.

Conclusão: O trabalho permitiu traçar o perfil dos pacientes politraumatizados que receberam hemoderivados.