[Artigo] Novas diretrizes para o tratamento de doenças causadas por Clostridium Difficile (ICD)
![[site] Clostridium difficile 2021 (1)](https://epimedsolutions.com/wp-content/uploads/2022/08/site-Clostridium-difficile-2021-1-1.png)
Resumo
O texto aborda a atualização das diretrizes clínicas baseadas em evidências para o tratamento da infecção por Clostridioides difficile (ICD), uma das infecções relacionadas à assistência à saúde mais comuns nos Estados Unidos e intimamente associada ao uso prévio de antibióticos. Desenvolvido por uma equipe multidisciplinar da IDSA e da SHEA, o novo guia introduz mudanças fundamentais no manejo da doença, divididas em três novas recomendações. Duas dessas diretrizes revisam as abordagens para os episódios iniciais e recorrentes de ICD, elegendo a fidaxomicina como a droga de preferência frente à tradicional vancomicina, condicionada à disponibilidade de recursos. A terceira estabelece os critérios para a indicação do anticorpo monoclonal bezlotoxumabe como co-intervenção terapêutica. Por fim, reforça-se que o gerenciamento e o acompanhamento epidemiológico desse patógeno e sua densidade de incidência podem ser otimizados por meio de soluções tecnológicas de monitoramento, como o sistema Epimed Monitor CCIH.
Principais Tópicos Abordados
- Contexto e População de Risco da ICD;
- Quadro Sintomático da Infecção: Lista os principais sinais clínicos que podem manifestar-se dias ou semanas após o uso de antibióticos;
- Recomendação I – Tratamento do Episódio Inicial;
- Recomendação II – Manejo de Episódios Recorrentes;
- Recomendação III – Uso de Terapia Adjuvante (Bezlotoxumabe);
- Manutenção das Diretrizes de Prevenção;
- Gerenciamento Epidemiológico via Epimed Monitor CCIH: Destaca como a plataforma digital da Epimed Solutions apoia o monitoramento de microrganismos clinicamente relevantes.
Conteúdo
Já estão disponíveis as novas diretrizes clínicas baseadas em evidências sobre o manejo da infecção por Clostridioides difficile (ICD) em adultos. A Sociedade de Doenças Infecciosas da América (Infectious Diseases Society of America — IDSA) e a Sociedade de Epidemiologia da Saúde da América (Society for Healthcare Epidemiology of America — SHEA) as desenvolveram para o ano de 2021 com uma equipe multidisciplinar. As recomendações são para profissionais de saúde que cuidam de adultos com ICD.
A ICD é uma infecção relacionada à assistência à saúde mais comum nos Estados Unidos e está associada ao uso de antibióticos prévios. Ela pode acometer, principalmente:
- Idosos com 65 anos ou mais que tomam antibióticos e recebem cuidados médicos;
- pessoas que permanecem em hospitais e lares de idosos por um longo período;
- pessoas com sistema imunológico enfraquecido ou infecção anterior por C. difficile.
Os sintomas da infecção por Clostridioides difficile podem começar dentro de alguns dias ou várias semanas após o uso de antibióticos. Eles incluem:
- Diarreia: fezes líquidas e aquosas (aumento dos episódios ao longo do dia) por vários dias;
- Febre;
- Sensibilidade estomacal;
- Perda de apetite; e
- Náusea.
Essa atualização foi baseada em evidências derivadas de revisões sistemáticas da literatura sobre tópicos específicos e inclui três novas recomendações para o tratamento de ICD em adultos. Dentre essas, duas modificam recomendações anteriores sobre o tratamento de um episódio inicial de ICD e tratamento de um primeiro episódio recorrente de ICD. A terceira refere-se à indicação do uso de um agente de tratamento adjuvante para CDI.
Veja a seguir as recomendações para o manejo da ICD em adultos.
I. EM PACIENTES COM EPISÓDIO INICIAL DE INFECÇÃO POR Clostridioides difficile, DEVE-SE USAR FIDAXOMICINA EM VEZ DE VANCOMICINA?
Recomendação:
- Para pacientes com um episódio inicial de infecção por Clostridioides difficile (CDI), sugerimos o uso de fidaxomicina em vez de um curso padrão de vancomicina (recomendação condicional, certeza moderada de evidência). Comentário: Esta recomendação valoriza muito os efeitos benéficos e a segurança da fidaxomicina, mas sua implementação depende dos recursos disponíveis. A vancomicina continua sendo uma alternativa aceitável.
II. EM PACIENTES COM EPISÓDIO(S) RECORRENTE(S) DE CDI DEVE SER USADO FIDAXOMICINA EM VEZ DE VANCOMICINA?
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