[Artigo] Taxa de dias evitáveis: como medir atrasos na alta da UTI e orientar melhorias
Resumo
Manter um fluxo adequado de pacientes entre as unidades de terapia intensiva (UTI) e as enfermarias depende, entre outros fatores, de que a alta seja efetivada no momento apropriado, sem atrasos após a decisão clínica.
A permanência na UTI após a indicação de alta pode estar associada a maior exposição a eventos adversos, como infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) e lesões por pressão, além de contribuir para a ocupação de leitos que poderiam ser destinados a outros pacientes. Esses fatores podem comprometer a eficiência do fluxo hospitalar e elevar os custos relacionados à assistência.
Considera-se atraso na alta o período superior a quatro horas entre a indicação de saída da UTI e a efetiva transferência do paciente para outra unidade. A soma desses períodos, expressa em dias, constitui o indicador denominado Dias evitáveis na UTI.
Conteúdo
Como calcular a taxa de dias evitáveis?
A taxa de dias evitáveis é calculada pela seguinte fórmula:
Taxa de dias evitáveis = (Dias evitáveis / Pacientes-dia) × 100
O numerador corresponde à soma dos dias considerados evitáveis no período analisado, enquanto o denominador representa o total de pacientes-dia gerados pela UTI no mesmo período. A multiplicação por 100 permite expressar o resultado em porcentagem.
Como analisar o indicador?
O Epimed Monitor UTI disponibiliza indicadores que permitem identificar e analisar atrasos na alta da unidade. No painel de gestão, eles podem ser consultados entre os indicadores de desfecho.
Além da taxa de dias evitáveis, o sistema apresenta a distribuição do tempo de permanência dos pacientes na UTI após a indicação de alta, considerando as seguintes faixas: <4 horas, 4–12 horas, 12–24 horas, 24–48 horas e >48 horas.
Para conferir o artigo “Taxa de dias evitáveis: como medir atrasos na alta da UTI e orientar melhorias.” clique abaixo e faça o download do arquivo.








