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[Artigo] O que sabemos sobre pacientes em ventilação mecânica na UTI contemporânea?

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A ventilação mecânica (VM) é uma das principais formas de suporte avançado de vida utilizadas na terapia intensiva moderna. Segundo a literatura atual, a VM está presente em cerca de 30% das admissões em unidades de terapia intensiva (UTIs) gerais. Trata-se, ao mesmo tempo, de um recurso salvador de vidas e de um importante marcador de gravidade clínica, consumo de recursos e risco de desfechos desfavoráveis.

Nas UTIs contemporâneas, o conhecimento acumulado a partir de grandes registros clínicos, estudos observacionais multicêntricos e ensaios clínicos permite uma compreensão mais robusta sobre quem são esses pacientes, qual é o impacto assistencial e econômico do seu cuidado e quais são seus principais desfechos.

 

Características clínicas dos pacientes em ventilação mecânica

Os pacientes submetidos à ventilação mecânica são, em geral, mais idosos, apresentam maior carga de comorbidades e maior gravidade clínica no momento da admissão na UTI. Doenças cardiovasculares, doenças pulmonares crônicas, diabetes mellitus, câncer e condições associadas à fragilidade são frequentes nesse grupo.

As principais indicações para VM incluem insuficiência respiratória hipoxêmica — como nos casos de pneumonia e síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) —, sepse, insuficiência respiratória hipercápnica, rebaixamento do nível de consciência e estados de choque.

 

Nas últimas décadas, observa-se uma mudança relevante no perfil desses pacientes. Houve aumento da prevalência de VM em pacientes clínicos, especialmente naqueles com sepse e pneumonia. Outro aspecto central é a duração da ventilação. Embora muitos pacientes necessitem de VM por períodos curtos, um subgrupo significativo — pacientes clínicos com múltiplas disfunções orgânicas e maior carga de comorbidades — evolui para ventilação mecânica prolongada.

A VM prolongada está frequentemente associada a graves complicações relacionadas à internação, como aquisição de infecções nosocomiais, fraqueza muscular adquirida na UTI, delirium e maior dependência funcional após a alta hospitalar.

 

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