[Artigo] Vigilância Epidemiológica de IRAS: da obrigação à decisão estratégica – Tendências para 2026

Fundamentos da vigilância epidemiológica das IRAS
A vigilância epidemiológica das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) é um dos pilares da segurança do paciente e da qualidade assistencial. Seu papel vai além do cumprimento regulatório, sendo fundamental para identificar riscos, orientar intervenções oportunas e subsidiar decisões estratégicas no âmbito assistencial e gerencial.
Organizações como o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), a Organização Mundial da Saúde (WHO) e a literatura científica definem a vigilância como um processo contínuo, sistemático e padronizado de coleta, análise, interpretação e disseminação de dados relacionados às infecções associadas ao cuidado em saúde. Esse processo é essencial para monitorar tendências, avaliar o impacto de medidas preventivas e reduzir eventos adversos evitáveis.
Diretrizes nacionais vigentes: critérios da ANVISA (2026)
No Brasil, a vigilância epidemiológica das IRAS é orientada por instrumentos normativos atualizados anualmente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que reforçam a padronização técnica, a comparabilidade dos dados e a integração da vigilância com a gestão do risco assistencial.
Em 2026, destaca-se a publicação do Programa Nacional de Prevenção e Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (PNPCIRAS 2026-2030), que estabelece metas nacionais, indicadores prioritários e diretrizes estratégicas para prevenção de IRAS e enfrentamento da resistência aos antimicrobianos, alinhado às recomendações internacionais.
Complementarmente, as Notas Técnicas ANVISA nº 01 a 05 de 2026 padronizam os fluxos de vigilância, os critérios diagnósticos de IRAS de notificação obrigatória, os indicadores nacionais e as rotinas de notificação, incluindo orientações específicas para serviços como diálise e procedimentos invasivos. Esses documentos reforçam a necessidade de vigilância ativa, contínua e baseada em critérios diagnósticos uniformes, reduzindo a variabilidade interpretativa entre instituições.
Métodos de vigilância: ativa versus passiva
A efetividade da vigilância epidemiológica está diretamente relacionada ao método adotado.
A vigilância passiva, baseada em notificações espontâneas ou registros não estruturados, apresenta limitações importantes, como subnotificação, atraso na identificação de casos e baixa confiabilidade dos dados.
A vigilância ativa, recomendada por CDC, WHO e ANVISA, envolve a busca sistemática de casos por meio da análise de prontuários, dados assistenciais, resultados microbiológicos e aplicação criteriosa das definições diagnósticas vigentes. Embora mais sensível e robusta, a vigilância ativa impõe desafios operacionais relevantes às equipes do SCIH, especialmente quando realizada com ferramentas manuais ou sistemas fragmentados.
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