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[Artigo] Cultura de Segurança

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Resumo

Análise conceitual e estrutural da cultura de segurança do paciente com base na RDC nº 36/2013 da ANVISA e na Portaria nº 529/2013 (PNSP). O texto aborda a relevância do Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) como motor de transformação organizacional. Detalha os cinco estágios de maturidade da cultura de segurança estabelecidos por Hudson, defende a transição da culpa punitiva para o aprendizado sistêmico e lista as principais estratégias práticas para o fortalecimento da segurança institucional.


Principais tópicos abordados

  • O Papel do Núcleo de Segurança do Paciente (NSP).
  • Os 5 Estágios de Maturidade da Cultura de Segurança.
  • Da Punição ao Aprendizado: A Filosofia Não Punitiva.
  • Estratégias Práticas para Fortalecer a Cultura de Segurança:
    1. Avaliação Periódica de Cultura.
    2. Transparência e Feedback.
    3. Trabalho em Equipe Multidisciplinar.
    4. Vigilância Ativa e Monitoramento Contínuo.

Conteúdo

Neste artigo iremos falar sobre sobre a cultura de segurança. Segundo a RDC nº 36/2013, o núcleo de segurança do paciente (NSP) é definido como “a instância do serviço de saúde criada para promover e apoiar a implementação de ações voltadas à segurança do paciente”. Na estrutura hospitalar, esse órgão é de fundamental importância na busca pela qualidade das atividades desenvolvidas nas instituições de saúde.

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Com o avanço da medicina, os cuidados de saúde estão cada vez mais complexos e, com isso, elevam o potencial para ocorrência de incidentes, erros ou falhas. Nesse cenário, a cultura se torna importante, visto que reflete o comprometimento dos profissionais da instituição com a promoção contínua de um ambiente seguro.

A cultura de segurança pode ser percebida através da comunicação aberta, trabalho em equipe, reconhecimento da dependência mútua e aprendizado contínuo.

A Health and Safety Comission conceituou como cultura de segurança o produto de valores, atitudes, competências e padrões de comportamento individuais e de grupo, que determinam o compromisso, o estilo e a proficiência da administração de uma instituição saudável e segura.

Em uma instituição, a cultura de segurança pode apresentar graus diversos de maturidade e progredir através de cinco estágios ao longo do tempo (Hudson 2003), conforme abaixo:

  • Cultura “patológica” – grau inferior de maturidade. A segurança é vista como um problema causado pelos trabalhadores;
  • Cultura “reativa” – a organização começa a considerar a segurança com maior seriedade, mas as ações são tomadas apenas após a ocorrência de incidentes;
  • Cultura “calculada” – a segurança é gerenciada, mas as abordagens são verticalizadas, com sistemas de gerenciamento/gestão de risco e foco na coleta/recolhimento de dados;
  • Cultura “proativa” – há um número maior de profissionais envolvidos para identificar e trabalhar os problemas de segurança, antecipando-se à ocorrência de incidentes;
  • Cultura “geradora”’ – no grau de maturidade mais elevado, há a participação de todos os níveis da organização, com aumento da…

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