[Artigo] A influência do horário de alta da UTI na eficiência operacional e nos desfechos clínicos

Resumo
Uma das muitas perguntas que gestores e intensivistas podem se questionar é se, em algum momento do dia, o horário de alta da UTI influencia o desfecho dos pacientes. Um dos horários mais discutidos é o noturno, devido a diversos fatores, como a redução abrupta do acesso a procedimentos diagnósticos e terapêuticos, bem como a menor disponibilidade de médicos intensivistas durante as 24 horas do dia.
Os efeitos associados a esse horário de saída da unidade incluem o aumento da mortalidade hospitalar, o aumento da taxa de reinternação na unidade e o prolongamento do tempo de internação. Esses indicadores exigem vigilância constante para manter a qualidade da assistência prestada.
O estudo dessa correlação não é simples, pois as características locais de cada hospital variam conforme a região e o país, em aspectos como o perfil da população atendida, a gravidade dos casos e as faixas horárias definidas por cada instituição. Por esse motivo, o sistema Epimed Monitor UTI oferece uma análise integrada de todos esses fatores para aprimorar os processos assistenciais de cada unidade monitorada.
O painel de gestão do Epimed Monitor UTI contempla três intervalos horários para analisar a proporção de pacientes sobreviventes que recebem alta da UTI: das 7h às 13h, das 14h às 19h e das 20h às 6h, além de uma comparação mensal para observar seu comportamento durante o período avaliado.
Da mesma forma, é possível identificar a média e a moda do horário em que os pacientes saem da unidade, o que permite conhecer tanto o horário médio de alta quanto a hora mais frequente em que essas saídas ocorrem. As informações obtidas podem ser correlacionadas aos processos hospitalares, como a distribuição da equipe médica e de enfermagem nas enfermarias e na UTI, bem como à sua capacidade de resposta diante do surgimento de complicações.
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