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[Artigo] Veja como a Taxonomia da OMS facilita o monitoramento, a análise e a interpretação das informações para melhorar a segurança do paciente

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Resumo

A Taxonomia da OMS para a segurança do paciente é uma estrutura conceitual global, padronizada pela World Health Organization (WHO) através da Classificação Internacional para a Segurança do Paciente (ICPS), criada para organizar, comparar, analisar e monitorar dados sobre incidentes assistenciais. Estruturada em um ciclo de aprendizagem e melhoria contínua composto por 10 classes conceituais — que vão do tipo e características do incidente até ações de redução de risco e fortalecimento da resiliência —, essa metodologia fornece termos e definições consensuais essenciais para a gestão da qualidade em saúde. Ao padronizar conceitos-chave como near miss, evento adverso e fatores contribuintes, a taxonomia elimina ambiguidades na notificação de falhas, permitindo análises comparativas interinstitucionais (benchmarking) e orientando ações eficazes para mitigar perigos sistêmicos.

Principais Tópicos Abordados

  • Origem da Taxonomia e da ICPS: A criação da Aliança Mundial para a Segurança do Paciente (2004) e o lançamento do relatório técnico da International Classification for Patient Safety (2009) para harmonizar a linguagem em saúde no mundo.
  • As 10 Classes da Estrutura Conceitual da ICPS: O fluxo dinâmico que representa o ciclo de identificação, análise, mitigação e prevenção de riscos.
  • Conceitos-Chave e Termos Preferidos:
  1. Segurança do Paciente: Redução do risco de dano desnecessário associado aos cuidados de saúde a um mínimo aceitável.
  2. Quase Evento (Near Miss): Incidente que não alcançou o paciente.
  3. Evento Sem Dano: Incidente que atingiu o paciente, mas não gerou prejuízos discerníveis.
  4. Evento Adverso (Incidente com Dano): Ocorrência que causou lesão, doença, sofrimento, incapacidade ou óbito ao paciente.
  5. Reação Adversa x Efeito Secundário: A diferença entre um dano inesperado vindo de um tratamento justificado e um efeito conhecido decorrente do mecanismo farmacológico.
  6. Resiliência do Sistema: A capacidade de a organização impedir, detectar ou atenuar continuamente os perigos e incidentes.

Conteúdo

Taxonomia da OMS

Em 2004, a Organização Mundial da Saúde (OMS) criou a Aliança Mundial para a Segurança do Paciente que, cinco anos depois, foi renomeada como Programa de Segurança do Paciente. Os objetivos desse programa eram, entre outros, organizar os conceitos e as definições sobre segurança do paciente e propor medidas para reduzir os riscos e mitigar os eventos adversos. Nessa mesma época, uma equipe de trabalho desenvolveu a Classificação Internacional para a Segurança do Paciente (International Classification for Patient Safety — ICPS).

A ICPS foi desenvolvida para facilitar a descrição, comparação, medição, monitoramento, análise e interpretação das informações para melhorar o cuidado do paciente, além de fornecer um método para organizar dados e informações de segurança do paciente, de modo que estes sejam reunidos e analisados para:
• Comparar dados entre organizações interdisciplinarmente ao longo do tempo;
• Examinar o papel do fator sistema e do fator humano na segurança do paciente;
• Identificar potenciais questões de segurança do paciente;
• Desenvolver prioridades e soluções para segurança do paciente.

Estrutura Conceitual da Classificação Internacional para a Segurança do Paciente

A Estrutura Conceitual da Classificação Internacional para a Segurança do Paciente é constituída por dez classes cujo objetivo é representar um ciclo de aprendizagem e de melhoria contínua, realçando a identificação do risco, a prevenção, a detecção, a redução do risco, a recuperação do incidente e a resiliência do sistema. As dez classes são:
1. Tipo de incidente;
2. Consequências para o paciente;
3. Características do paciente;
4. Características do incidente
5. Fatores contribuintes/Perigos;
6. Consequências organizacionais;
7. Detecção;
8. Fatores atenuantes do dano;
9. Ações de melhoria;
10. Ações para reduzir o risco.
A resiliência, no contexto dessa estrutura conceitual, é “o grau com que um sistema continuamente impede, detecta, atenua o dano ou reduz os perigos, ou incidentes” (WHO 2009). A figura abaixo apresenta a estrutura da ICPS.

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