Material Educativo

[Artigo] Linha histórica e ações desenvolvidas no aspecto da segurança do paciente

história-da-qualidade-em-segurança-do-paciente.jpeg

Resumo

Análise cronológica e regulatória da evolução da segurança do paciente, desde os princípios hipocráticos da Antiguidade até as modernas diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e da ANVISA. O texto mapeia marcos históricos cruciais, como o revolucionário relatório To Err is Human (1999) do IOM, a criação da Classificação Internacional de Segurança do Paciente (ICPS) pela OMS, e a consolidação das políticas públicas brasileiras, incluindo o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) e a obrigatoriedade dos Núcleos de Segurança do Paciente (NSP) pela RDC 36/2013.


Principais tópicos abordados

  • A Linha do Tempo da Segurança do Paciente.
  • Principais Pilares da Gestão de Risco e Certificações.
  • Acreditação Hospitalar no Brasil
    1. ONA (Organização Nacional de Acreditação).
    2. Joint Commission International (JCI).
    3. Canadian Council on Healthcare Services Accreditation.
  • Rede Sentinela (ANVISA)
  • Solução Tecnológica: Epimed Monitor Segurança do Paciente: A transição da teoria de Hipócrates para o dia a dia dos hospitais modernos exige a centralização inteligente de dados. O Epimed Monitor Segurança do Paciente atua de forma decisiva para apoiar o funcionamento dos NSPs (Núcleos de Segurança do Paciente), automatizando as notificações em tempo real exigidas pela RDC 36/13, simplificando os processos para a conquista de acreditações (ONA, JCI, Canadense) e integrando as investigações de eventos adversos a planos de ação eficazes.

Conteúdo

Em 460–377 a.C., Hipócrates trouxe o princípio Primum non nocere, que significa “primeiro não cause dano”. Essa referência é reconhecida até os dias de hoje quando se fala em segurança do paciente

No século XIX, a enfermeira britânica Florence Nightingale (1820 – 1910) foi responsável por revolucionar a enfermagem e a prática profissional, estimulando mudanças nos cuidados prestados aos indivíduos, com foco na segurança do paciente. Sua trajetória profissional deu início na guerra da Crimeia, após perceber que a estrutura e a organização do local influenciavam na saúde e na recuperação do paciente.

Em 1999, o Instituto de Medicina (IOM) dos Estados Unidos publicou o relatório “Errar é Humano”. Nesse documento, foi estimado que cerca de 44.000 a 98.000 mortes anuais nos EUA estavam relacionadas às falhas na assistência médico-hospitalar.

Criação da Segurança do Paciente

Em 2004, a OMS criou a Aliança Mundial para a Segurança do Paciente que, em 2009, foi renomeada como Segurança do Paciente. Após inúmeras iniciativas elaboradas para fortalecer esse tema, foi criado uma classificação para segurança do paciente. Nessa mesma época, uma equipe de trabalho desenvolveu a Classificação Internacional de Segurança do Paciente (International Classification for Patient Safety – ICPS) (WHO 2009).

A classificação internacional apresenta um conjunto de conceitos interligados para organizar a informação, sendo disposta em uma estrutura que reforça a identificação, prevenção, detecção e mitigação do risco.

Em 22 de julho de 2009, foi instituída a portaria nº 1.660, que define um sistema de notificação e investigação de Vigilância Sanitária (VIGIPOS) no âmbito do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, parte integrante do SUS (Sistema Único de Saúde). Uma das premissas do VIGIPOS é a necessidade de promover a identificação precoce de problemas relacionados aos serviços e produtos sob vigilância sanitária, a fim de eliminar ou minimizar os riscos decorrentes do uso destes.

Dentre os riscos existentes no ambiente hospitalar, é importante ressaltar as seguintes atividades no sistema…

Para continuar lendo o material, faça o download.