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[Artigo] O futuro da prevenção de IRAS: inovações e estratégias para um cuidado de saúde seguro

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A prevenção de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) é um dos principais desafios para o setor de saúde. Essas infecções, que incluem aquelas adquiridas em hospitais e serviços de saúde, afetam centenas de milhões de pacientes no mundo todo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada 100 pacientes hospitalizados, em países desenvolvidos, 7 adquirem ao menos uma infecção associada aos cuidados de saúde; em países em desenvolvimento, este número sobe para 10 pacientes. Esses quadros de infecção levam ao aumento dos riscos de mortalidade e dos custos relacionados ao tratamento.

 

O Programa de Controle de Infecções (PCI) tem um papel central nesse processo de prevenção, sendo responsável pela implementação e monitoramento de todas as medidas necessárias para a prevenção de IRAS nas instituições de saúde. O PCI visa, entre outras coisas, o desenvolvimento de protocolos, o treinamento das equipes, a vigilância contínua de infecções e a promoção de uma cultura de segurança. Segundo a OMS, a adesão ao PCI, incluindo a higienização das mãos, pode reduzir as taxas de IRAS em até 55%, demonstrando a importância dessas medidas na redução de infecções hospitalares. Cada instituição de saúde deve contar com uma Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), que supervisiona a aplicação do PCI, garantindo que as melhores práticas sejam seguidas e adaptadas às realidades de cada local.

 

Uma parte essencial da prevenção de IRAS e do controle de infecções é a gestão de antimicrobianos. A crescente resistência aos antimicrobianos (RAM) é uma ameaça global à saúde pública e está diretamente relacionada ao uso inadequado ou excessivo de antibióticos em ambientes de saúde. O PCI, juntamente com os Programas de Gerenciamento de Antimicrobianos (ou Stewardship), visa garantir o uso racional desses medicamentos, promovendo sua prescrição adequada, a fim de evitar o desenvolvimento de bactérias multirresistentes. A OMS estima que uma gestão eficaz de antimicrobianos pode reduzir significativamente a incidência de infecções resistentes, ajudando a preservar a eficácia desses medicamentos vitais para o tratamento de infecções graves.

 

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