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Material Educativo

[PERGUNTE AO ESPECIALISTA ll] COVID-19

O Dr. Carlos Eduardo Figueiredo, infectologista da Comissão de Controle de Infecções Hospitalares do Instituto Fernandes Figueira – Fiocruz , esclarece dúvidas sobre o utilização e processamento de equipamentos ventilatórios, utilização e manipulação adequada de EPIs, desinfecção e o manejo e atenção à pacientes gestantes com possível diagnóstico de COVID-19.

1. Como o isolamento social vai contribuir na diminuição de casos de COVID-19?

O objetivo do isolamento não é reduzir o número de pessoas infectadas, mas sim, diminuir a velocidade de aparecimento de novos casos pela difusão desordenada do vírus, evitando assim sobrecarregar o sistema de saúde.  


2. Quais formulações são efetivas na eliminação do SARS-CoV-2? Outras substâncias como ácido peracético ou quaternário de amônia podem funcionar na desinfecção de pisos e superfícies?

A Anvisa descreve que os desinfetantes à base de cloro, álcoois, fenóis, iodóforos, quaternário de amônia e ácido peracético, têm potencial de ação sobre SARS-CoV-2. 
O ácido peracético e o quaternário de amônia podem ser utilizados para desinfecção de pisos e superfícies.   


3. Como deve ser manipulação de indivíduos que vieram a óbito por COVID-19? Quais as orientações?

O profissional deve estar adequadamente paramentado (gorro cirúrgico, máscara N95/PFF2 se for realizar algum procedimento que gere aerossóis como a extubação ou máscara cirúrgica, avental impermeável de manga longa, luvas nitrílicas, e calçado impermeável). Em seguida :

  • Remover tubos/drenos/cateteres, com o máximo cuidado.
  • Descartar todo o material e roupa em local adequado.
  • Acondicionar o corpo com saco duplo impermeável.
  • Encaminhar o corpo para o morgue, devidamente paramentado.
  • Fazer a desinfecção da maca de transporte.
  • Proceder a retirada dos EPI e higienizar as mãos.

Em tempo, os resíduos de pacientes suspeitos ou confirmados de casos de COVID-19, devem ser enquadrados na categoria A1, conforme RDC nº 222 de 28/03/2018 da Anvisa.

4. Como utilizar adequadamente as máscaras com viseira ou protetores faciais? O uso destas máscaras somente significa uma proteção efetiva contra gotículas?

Os protetores faciais (face shield) oferecem proteção da boca, nariz e olhos do profissional de saúde do contato com as gotículas respiratórias expelidas pelo paciente. Devem ser de uso individual e serem submetidos após o uso à desinfecção com álcool 70%. Para o uso adequado, a máscara deve estar ajustada à face e deve-se atentar ao tempo de uso recomendado pelo fabricante. Atentar para os procedimentos que geram aerossóis, para os quais está indicado o uso de máscara N95/PFF2 ou similares.


5. Qual a desinfecção recomendada para ventiladores mecânicos e outros equipamentos ventilatórios utilizados em pacientes com COVID-19, para que sejam reutilizados?

Os ventiladores mecânicos serão limpos e desinfetados conforme orientação do fabricante. Os circuitos do respirador devem ser encaminhados à Central de Material para serem submetidos à esterilização ou desinfecção de alto nível. Não há nenhuma diferença no processamento destes artigos em relação ao que já é recomendado.


6. Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) descartáveis podem ser reprocessados para uma nova utilização, tendo em vista a escassez em muitas instituições de saúde?

Ainda não existe esta recomendação no Brasil. A ANVISA definiu que as máscaras N95/PFF2, em especial, devem ter seu uso estendido além do definido pelo fabricante desde que tomadas algumas premissas: 

  • não estar visivelmente suja;
  • não ocorrer falha teste de vedação;
  • não estar amassada;
  • não estar úmida.

7. É correto afirmar que não há chance de reinfecção por indivíduos já infectados pelo SARS-CoV-2?

É possível que sim, mas, com os dados disponíveis atualmente, ainda é cedo para afirmar.

8. É indicado o uso de roupas ou calçados especiais durante o atendimento de casos de COVID-19? Como deve ser a manipulação destas vestimentas após a exposição?

Não existe a recomendação de uso de vestimentas especiais, além daquelas já descritas na NR32 para qualquer trabalhador de saúde. Recomenda-se apenas que a roupa utilizada no cuidado destes pacientes deve ser retirada ao final do turno de trabalho, colocada em uma embalagem plástica e lavada de forma habitual. Os EPI utilizados concomitantemente durante o atendimento, devem ser descartados.

9. O uso de corticoides para o tratamento de COVID-19 está contraindicado?

O uso de corticoides no tratamento deve ser evitado. 

10. As gestantes com COVID-19 devem ser tratadas de forma diferenciada? Existe o risco de transmissão transplacentária?

Não há diferenças significativas na abordagem as mulheres grávidas. As gestantes têm apresentação clínica semelhante aos demais adultos, e não parecem apresentar maior risco de manifestar formas mais graves da doença. A gravidez deve ser monitorada com atenção, em especial a frequência cardíaca fetal, que pode ser um indicador precoce da deterioração da capacidade respiratória da gestante. A oxigenioterapia deve ser instituída precocemente com objetivo de manter a saturação de oxigênio ≥95%. As pacientes que apresentam saturação de oxigênio ≤93%, deverão ser internadas em Unidade de Terapia Intensiva. A possibilidade de existir transmissão vertical, até o presente momento, é considerada baixa. Nas epidemias de SARS e MERS não houve relatos de transmissão vertical.    

Referências

Nota Técnica GVIMS/GGTES/ANVISA nº 04/2020, atualização em 31/03/2020

World Health Organization. WHO. Infection Prevention and Control for the safe management of a dead body in the context of COVID-19. 24 de março de 2020

RDC nº222/2018, ANVISA