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[Artigo] Qual é o papel do enfermeiro na prevenção e no controle de infecção?

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Qual é o papel do enfermeiro na prevenção e no controle de infecção?

Resumo

Análise do papel estratégico e regulatório do enfermeiro no controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS). O texto apresenta dados alarmantes da OMS sobre a morbimortalidade das infecções hospitalares e detalha as exigências da Portaria nº 2616/1998, que estabelece o enfermeiro como membro executor preferencial da CCIH. Adicionalmente, introduz o conceito inovador de “link nurse” (enfermeiro de ligação), demonstrando como esse profissional atua como um elo de comunicação e educação continuada na disseminação de boas práticas à beira do leito.

Principais Tópicos Abordados

  • O Impacto das IRAS Segundo a OMS: Mais de 24% dos pacientes são afetados por infecções hospitalares mundialmente. Em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), 52,3% dos pacientes tratados morrem a cada ano.
  • Ações Estratégicas Consensuais de Prevenção: Estão centralizadas no Programa de Controle de Infecção e englobam higienização das mãos, aplicação de protocolos de prevenção, isolamento/precaução, gerenciamento de antimicrobianos (stewardship) e desinfecção de superfícies.
  • O Papel Regulatório do Enfermeiro (Portaria 2616/98): A portaria exige no mínimo dois técnicos de nível superior na área da saúde para cada 200 leitos hospitalares (ou fração). A legislação determina expressamente que um dos membros executores da CCIH/SCIH deve ser, preferencialmente, um enfermeiro. Ele possui papel imprescindível pela sua alta capacidade educativa e facilidade para operacionalizar as rotinas do programa.
  • O Conceito de Link Nurse (Enfermeiro de Ligação): É o profissional de enfermagem que atua fora da CCIH, servindo como um canal de ligação direta entre a comissão e a rotina assistencial das alas hospitalares.
  • Perfil do Enfermeiro Moderno no Controle de Infecção: O profissional destaca-se por ter um perfil arrojado e excelente habilidade de comunicação interprofissional (com médicos, técnicos, pacientes e familiares). Embora o escopo do programa de link nurse ainda necessite de mais pesquisas e melhor estruturação, o enfermeiro consolida-se como o elo indispensável para garantir um cuidado livre de danos.

Conteúdo

As Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) podem ocasionar impactos na mortalidade hospitalar, na duração e nos custos da internação. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o “impacto das IRAS e da resistência antimicrobiana na vida das pessoas é incalculável”.

Mais de 24% dos pacientes são afetados por essas infecções e 52,3% dos pacientes tratados em unidades de terapia intensiva morrem a cada ano. Além disso, as mortes podem aumentar de duas a três vezes quando as infecções são por patógenos multirresistentes.

Há um consenso entre os especialistas da área sobre a necessidade de ações estratégicas para reduzir as IRAS, como promover a higienização das mãos, elaborar e aplicar protocolos de prevenção, estabelecer medidas de precaução e isolamento, promover gerenciamento do uso de antimicrobianos e instituir protocolos de limpeza e desinfecção de superfícies.

Essas ações devem ser organizadas nos serviços de saúde, no Programa de Controle de Infecção. Para isso é essencial um engajamento entre as agências de saúde pública, as CCIHs (Comissões de Controle de Infecção Hospitalar) e os profissionais de saúde das instituições.

Nesse sentido, qual é o papel do enfermeiro frente a esses desafios?

A portaria n.º 2616, de 12 de maio de 1998, estabelece o Programa de Controle de Infecção no Brasil e regulamenta a CCIH/SCIH nas instituições de saúde. Ela também determina que esses serviços devem ser compostos por, no mínimo, dois técnicos de nível superior da área de saúde para cada 200 leitos ou fração desse número, com carga horária diária mínima de seis horas para enfermeiros e de quatro horas para demais profissionais.

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